quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

NÃO PISE NA GRAMA

Quando eu estava na faculdade, tinha um jornalzinho de cultura inútil ou de utilidade duvidosa, onde fez sucesso um pequeno artigo de minha autoria e que não poderia morrer nas gavetas obscuras da minha estante...

NÃO PISE NA GRAMA: Se colocássemos uma placa "Não pise na grama" nos gramados do Centro Politécnico, o que diriam os estudantes de outros cursos?

Botânico – Grama não, Araceae...
Zoólogo – Tem bichinho? Não? Então não há problema.
Médico – Não piso mesmo... elas não ficam entre um corredor.
Filólogo – Está errado! Deveria ser “Não pise a grama”, pois pisar é um verbo transitivo direto...
Paisagista – Exatamente, senão pode estragar a harmonia do jardim.
Célio – Que bonita coluna segurando a placa!
Psicólogo freudiano – Peraí! Assim pode causar desvios de conduta... isso faz mal para o superego.
Pedagogo – Esta expressão não permite o ensino-aprendizagem e não permite a interação do aluno e o professor.
Nutricionista – Não combina com a cor das nossas jaquetas pinks!
Filósofo – Placa? Aonde?
Educador Físico – Quem colocou este treco no nosso campo de futebol?
Sexólogo – E não é para pisar mesmo! É para deitar...
Engenheiro Civil – Esta placa não está na planta!!!
Engenheiro Mecânico – Pisar pra que, se eu posso passar de carro?
Economista – E o que eu ganho com isso?
Contabilista – Isso não entrou no balancete!!! Cadê o Financeiro???
Cientista Social – Isto é uma imposição do sistema capitalista neo-liberal! Abaixo o FMI!
Farmacêutica – Não piso mesmo, vai sujar meu sapato.
Historiador – Este costume de não pisar na grama surgiu quando...
Geólogo – Um afloramento!!!
Engenheiro Florestal – Dá para plantar uns Pinus taeda aqui...
Agrônomo – Este solo é ideal para uma plantação de soja.
Advogado – Eu vou recorrer!
Evolucionista – Por que? Podemos verificar se eles estão adaptados a resistir ao pisoteamento.
Geneticista – São Drosophilas? Não? Então não tenho opinião.
Etólogo – Pisar na grama é uma questão territorialista.
Físico – Isto pode causar um terremoto em Nova York, pela Teoria do Caos.
Matemático – Se eu tender a área da grama a zero pelo limx-0f(x)=x+1, não tem mais grama.
RPGista d20 System – Se eu rolar um d20 e usar minha destreza, talvez eu pule sem pisar na grama.
RPGista Storyteller – Estou ofuscado! Você não pode falar comigo. Onde está o mestre?
Origamista – Se você pegar um papel quadrado e dobrar assim...
Bacharel em Informática – GRAMA? É alguma linguagem de programação nova? Se não for para plataforma Linux então não presta.
Cartógrafo – Qual a área da grama?
Cientista do Mar e Oceanógrafo – Sóóóóóóóóóó...
Educador Ambiental – Temos de nos sensibilizar com o ambiente... respirem...
Consultor Ambiental – Podemos achar uma solução de como pisar na grama sem causar danos ao meio ambiente.
Turismólogo – Vamos revitalizar a placa e transformá-la em um ponto turístico.
Auditor Ambiental – Alguém fez o Estudo de Impacto Ambiental desta área para saber se podia implantar esta placa?
Candidato a membro do DCE – Prometo que, se eu for eleito, todo mundo vai ter direito a pisar na grama...
Sem terra – Esta área é mal aproveitada!!! Vamos invadir!!!
Jornalista – Furo de reportagem! “Decreto impede direito de ir e vir dos cidadãos”.
Entomologista – Deve haver uma grande quantidade de insetos aqui, pergunta pro Rodney.
Helmintologista – Pode ter muitos insetos, mas tem mais helmintos, pergunta pro Walter.
Ecólogo – Dá para realizar um estudo de diversidade para ver até onde esta placa pode ser verdadeira.
Shiniti – Não foi culpa minha! Não fui eu quem botou essa placa! E eu não sou o Poul Kaos! Ah! Tenho de estudar para Fisio Comp... alguém tem o Eckert?
Oftalmologista – Então... leia a primeira letra para mim...
Arquivólogo – Como referenciar esta placa nas normas da ABNT?
Paleontólogo – Será que tem fósseis?
Biogeógrafo – Será que a grama está aqui por dispersionismo ou vicariância?
Farmacologista – A gente paga uma porta para cercar a grama.

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