Quando eu estava na faculdade, tinha um jornalzinho de cultura inútil ou de utilidade duvidosa, onde fez sucesso um pequeno artigo de minha autoria e que não poderia morrer nas gavetas obscuras da minha estante...
NÃO PISE NA GRAMA: Se colocássemos uma placa "Não pise na grama" nos gramados do Centro Politécnico, o que diriam os estudantes de outros cursos?
Botânico – Grama não, Araceae...
Zoólogo – Tem bichinho? Não? Então não há problema.
Médico – Não piso mesmo... elas não ficam entre um corredor.
Filólogo – Está errado! Deveria ser “Não pise a grama”, pois pisar é um verbo transitivo direto...
Paisagista – Exatamente, senão pode estragar a harmonia do jardim.
Célio – Que bonita coluna segurando a placa!
Psicólogo freudiano – Peraí! Assim pode causar desvios de conduta... isso faz mal para o superego.
Pedagogo – Esta expressão não permite o ensino-aprendizagem e não permite a interação do aluno e o professor.
Nutricionista – Não combina com a cor das nossas jaquetas pinks!
Filósofo – Placa? Aonde?
Educador Físico – Quem colocou este treco no nosso campo de futebol?
Sexólogo – E não é para pisar mesmo! É para deitar...
Engenheiro Civil – Esta placa não está na planta!!!
Engenheiro Mecânico – Pisar pra que, se eu posso passar de carro?
Economista – E o que eu ganho com isso?
Contabilista – Isso não entrou no balancete!!! Cadê o Financeiro???
Cientista Social – Isto é uma imposição do sistema capitalista neo-liberal! Abaixo o FMI!
Farmacêutica – Não piso mesmo, vai sujar meu sapato.
Historiador – Este costume de não pisar na grama surgiu quando...
Geólogo – Um afloramento!!!
Engenheiro Florestal – Dá para plantar uns Pinus taeda aqui...
Agrônomo – Este solo é ideal para uma plantação de soja.
Advogado – Eu vou recorrer!
Evolucionista – Por que? Podemos verificar se eles estão adaptados a resistir ao pisoteamento.
Geneticista – São Drosophilas? Não? Então não tenho opinião.
Etólogo – Pisar na grama é uma questão territorialista.
Físico – Isto pode causar um terremoto em Nova York, pela Teoria do Caos.
Matemático – Se eu tender a área da grama a zero pelo limx-0f(x)=x+1, não tem mais grama.
RPGista d20 System – Se eu rolar um d20 e usar minha destreza, talvez eu pule sem pisar na grama.
RPGista Storyteller – Estou ofuscado! Você não pode falar comigo. Onde está o mestre?
Origamista – Se você pegar um papel quadrado e dobrar assim...
Bacharel em Informática – GRAMA? É alguma linguagem de programação nova? Se não for para plataforma Linux então não presta.
Cartógrafo – Qual a área da grama?
Cientista do Mar e Oceanógrafo – Sóóóóóóóóóó...
Educador Ambiental – Temos de nos sensibilizar com o ambiente... respirem...
Consultor Ambiental – Podemos achar uma solução de como pisar na grama sem causar danos ao meio ambiente.
Turismólogo – Vamos revitalizar a placa e transformá-la em um ponto turístico.
Auditor Ambiental – Alguém fez o Estudo de Impacto Ambiental desta área para saber se podia implantar esta placa?
Candidato a membro do DCE – Prometo que, se eu for eleito, todo mundo vai ter direito a pisar na grama...
Sem terra – Esta área é mal aproveitada!!! Vamos invadir!!!
Jornalista – Furo de reportagem! “Decreto impede direito de ir e vir dos cidadãos”.
Entomologista – Deve haver uma grande quantidade de insetos aqui, pergunta pro Rodney.
Helmintologista – Pode ter muitos insetos, mas tem mais helmintos, pergunta pro Walter.
Ecólogo – Dá para realizar um estudo de diversidade para ver até onde esta placa pode ser verdadeira.
Shiniti – Não foi culpa minha! Não fui eu quem botou essa placa! E eu não sou o Poul Kaos! Ah! Tenho de estudar para Fisio Comp... alguém tem o Eckert?
Oftalmologista – Então... leia a primeira letra para mim...
Arquivólogo – Como referenciar esta placa nas normas da ABNT?
Paleontólogo – Será que tem fósseis?
Biogeógrafo – Será que a grama está aqui por dispersionismo ou vicariância?
Farmacologista – A gente paga uma porta para cercar a grama.
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